Curioso. Quando eu fiz esse blog contando como era viver a pé em SP, ninguém quis me entrevistar sob tal feito. Nenhuma revista sobre meio-ambiente, sobre viver de forma simples, sobre sustentabilidade. Necas.
Mas agora que eu comprei um carro - e isso lá é notícia??? - já dei duuuuuuas entrevistas! Uma para o blog da Época e, agora, pro Diário de São Paulo (estou lá nas bancas hoje! Custa apenas R$ 1,50!)
Vai entender um troço desses.
De qualquer forma, sumi desse blog porque estou mesmo andando a pé apenas no meu nuevo viejo barrio. Porque para sair dessa ilha, Santo Tião!!!
Talvez tenha mesmo que parar com esse blog...a ver...
:o)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
E ele vai mesmo!!
Vocês se lembram do Alexei, aquele que disse que ia correr 48 horas por São Paulo? Pois é tudo verdade! Ele larga na sexta-feira (13) e termina sua aventura no domingo. Alguns amigos vão acompanhá-lo em alguns momentos. Eu vou tentar ir também...correr uns 15 minutos com ele, hahaha. Ou vou com o Tião e dou um suporte.
Alguém mais se habilita?
:o)
Alguém mais se habilita?
:o)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Eu e o Tião
O Tião chegou na sexta-feira. Guardei o neguinho na garagem durante o final de semana - dei umas saidinhas apenas - e ontem foi a verdadeira prova de fogo: como seria dirigir em SP depois de tanto tempo a pé e de buso? E que dia para o teste, não? Justo num dia de muita, mas muita chuva. O Tião foi valente! Enfrentou rios de água, motoqueiros ensandecidos, trânsito carregado e uma dona que fica falando consigo própria dentro do carro. (Descobri que enquanto não tiver um som no carro, falarei muito comigo mesma).
Estou em love pelo meu Tião! Mas hoje, depois de mais uma hora e tanto no trânsito, debaixo de chuva, reafirmei o que já sabia: carro é mesmo para usar com moderação. Ainda mais em SP.
:o)
ps: ontem parei o Tião 4 vezes para deixar pedestres passarem. Ouvimos uns buzinaços, mas ficamos orgulhosos de nós mesmos!
Estou em love pelo meu Tião! Mas hoje, depois de mais uma hora e tanto no trânsito, debaixo de chuva, reafirmei o que já sabia: carro é mesmo para usar com moderação. Ainda mais em SP.
:o)
ps: ontem parei o Tião 4 vezes para deixar pedestres passarem. Ouvimos uns buzinaços, mas ficamos orgulhosos de nós mesmos!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Escatologia pública
Cena 1
Entro no ônibus e sinto aquele cheiro de chuva e suor misturados. Fico em pé, ao lado de um grandalhão que está sentado. De repente, PUM! Um punzaço! Daqueles bem sonoros. Que nojo! Fiquei constrangida por ele e desviei o olhar - e o nariz. E o cara ainda ficou me encarando. Desci dois pontos depois com vontade pegar meu carro o mais rápido possível.
Cena 2
Um bonitão de terno bonitão e cabelo bem cortado passa ao meu lado. Sapato brilhando, olhar matador. De repente, ele me vira para o lado e dispara aquele catarro. Que nojo! De que adianta ser bonito e porco?
Cena 3
Saio correndo para pegar o bumba e oooops! Escorrego num cacão. Fico na dúvida se é de cachorro ou de gente. Que nojo! Melhor não pensar sobre isso e esperar pela sorte que dizem que dá.
:o)
Entro no ônibus e sinto aquele cheiro de chuva e suor misturados. Fico em pé, ao lado de um grandalhão que está sentado. De repente, PUM! Um punzaço! Daqueles bem sonoros. Que nojo! Fiquei constrangida por ele e desviei o olhar - e o nariz. E o cara ainda ficou me encarando. Desci dois pontos depois com vontade pegar meu carro o mais rápido possível.
Cena 2
Um bonitão de terno bonitão e cabelo bem cortado passa ao meu lado. Sapato brilhando, olhar matador. De repente, ele me vira para o lado e dispara aquele catarro. Que nojo! De que adianta ser bonito e porco?
Cena 3
Saio correndo para pegar o bumba e oooops! Escorrego num cacão. Fico na dúvida se é de cachorro ou de gente. Que nojo! Melhor não pensar sobre isso e esperar pela sorte que dizem que dá.
:o)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
É verdade, eu comprei...
Bem, já que o Mansur, meu ex-chefe lá da Época, me dedurou no blog dele mesmo, tá na hora de contar. Não resisti ao IPI reduzido e...comprei um carro. Comprei não. Vou alugar durante aaaaanos até ele ser meu um dia, rs.
Mas, como digo na entrevista, vou usar o meu primeiríssimo possante com muita moderação. E seguir explorando SP a Pé!
:o)
Mas, como digo na entrevista, vou usar o meu primeiríssimo possante com muita moderação. E seguir explorando SP a Pé!
:o)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Flashback!
Ontem revivi minha adolescência. Peguei o 7598, Anhangabaú-Parque Continental, e fui lembrando do trajeto diário que eu fazia para a escola nos idos dos 90: Corifeu, Vital Brasil, Rebouças. Descia no Eldorado e andava a pé até o colégio. Super caminhada. Depois, na volta, mesmo batidão de perna. Eu, minha irmã e toda a galerinha que também morava no Parque Continental e estudava lá no Equipe, em Pinheiros. Dependendo do dia, parecia até ônibus escolar. Às vezes íamos encontrando outros colegas pelo caminho, que viviam nos bairros ao longo da Corifeu.
De lá para cá muita coisa mudou. A Corifeu e a Vital continuam feias que até doi. A Rebouças ficou ainda mais infernal. Mas hoje existe esse tal corredor e pontos de ônibus no meio da avenida. Os ônibus melhoraram um pouquinho, mas continuam com problemas técnicos - e mais cheios que nunca.
De qualquer forma, foi muito divertido recordar aqueles tempos. Outro dia minha amiga Manu, que conheci no Equipe em 1990 (eeeeeita!), me contou que hoje em dia é muito raro os alunos irem de ônibus para a escola - ela e o marido são professores do Ensino Fundamental. Que vão todos de carro. Que os pais dessa geração atual de estudantes da rede privada são meio neurados e morrem de medo de transporte público. Achei isso bem estranho. Para mim, pegar o 7598 aos 13, 14 anos de idade simbolizava a liberdade. Talvez por isso que até hoje eu não tenha o menor medo de bater tanta perna por aí.
:o)
De lá para cá muita coisa mudou. A Corifeu e a Vital continuam feias que até doi. A Rebouças ficou ainda mais infernal. Mas hoje existe esse tal corredor e pontos de ônibus no meio da avenida. Os ônibus melhoraram um pouquinho, mas continuam com problemas técnicos - e mais cheios que nunca.
De qualquer forma, foi muito divertido recordar aqueles tempos. Outro dia minha amiga Manu, que conheci no Equipe em 1990 (eeeeeita!), me contou que hoje em dia é muito raro os alunos irem de ônibus para a escola - ela e o marido são professores do Ensino Fundamental. Que vão todos de carro. Que os pais dessa geração atual de estudantes da rede privada são meio neurados e morrem de medo de transporte público. Achei isso bem estranho. Para mim, pegar o 7598 aos 13, 14 anos de idade simbolizava a liberdade. Talvez por isso que até hoje eu não tenha o menor medo de bater tanta perna por aí.
:o)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A tentação do IPI reduzido
Preciso confessar: a mão anda coçando com os últimos dias de IPI reduzido para compra de autos...tanto tenho pensado nisso que até ignorei o Dia Mundial Sem Carro por aqui (mesmo porque, era também o primeiro dia da primavera e o Dia do Amante, hahaha).
Entrei em crise com esse lance de querer ter carro. Seria eu uma traidora da minha própria causa? Ou justamente o contrário: posso ter um carro e mostrar como usá-lo com moderação?
Tenho só até o final de setembro para pensar sobre isso e decidir: colocar mais um carro em circulação em SP ou não?
Ó, céus...
Enquanto não decido, sigo andando. Hoje foi dia de bater perna na feira. Adoro!
:o)
Entrei em crise com esse lance de querer ter carro. Seria eu uma traidora da minha própria causa? Ou justamente o contrário: posso ter um carro e mostrar como usá-lo com moderação?
Tenho só até o final de setembro para pensar sobre isso e decidir: colocar mais um carro em circulação em SP ou não?
Ó, céus...
Enquanto não decido, sigo andando. Hoje foi dia de bater perna na feira. Adoro!
:o)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dia de heroina!
Quando cheguei ali na esquina da Bela Cintra com a Fernando de Albuquerque, um motoqueiro tomou um chão e rodou no asfalto. Tinha gasolina no solo e ele escorregou bonito. A moto foi parar em cima da perna dele. Não pensei duas vezes e saí correndo para tentar tirar a moto de cima dele. Quando olhei, tinha mais duas, três, quatro pessoas ajudando ou tentando ajudar. Tiramos a moto - que peso! - e ele puxou a perna dizendo que tava tudo bem. Se esticou um pouco. Perguntamos se queria ajuda, resgate, carona até o hospital. Se queria que ligasse para alguém. Ele sorriu um sorriso metálico e, super agradecido, disse a todos que não precisava. Saiu mancando e disse que levaria a moto a pé até o trabalho dele, no quarteirão seguinte. Insistimos mais um pouco e ele garantiu que tava tudo bem.
Que bom!
E eu comecei o dia me sentindo meio heroína.
:o)
Que bom!
E eu comecei o dia me sentindo meio heroína.
:o)
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Eu odeio faixas de pedestre não lineares...
Odiar é verbo forte demais. Desses que eu evito conjugar na minha vida. Mas em se tratando da vida de pedestre em São Paulo, eu odeio muitas coisas. E uma delas é a faixa de pedestre não linear. Sabe essas que começam numa direção e te obrigam a fazer um “S” e continuar atravessando mais para cima (ou para baixo, dependendo de onde se começa a atravessar)? Não sei se me fiz entender. Na dúvida, um exemplo: a que eu atravesso todos os dias na Consolação com a Antonia de Queiroz.
Tudo isso para dizer que NÃO DÁ TEMPO DE ATRAVESSAR! E olha que eu sou chóooovem e tenho pernocas aceleradas. Eu, correndo, ainda consigo. Outro dia fiquei a olhar uma velhinha. Tadinha. Mesmo em duas etapas, ela sofreu para atravessar. E na hora do rush então, quando tem uma galera atravessando? É muito engraçado porque todo mundo sai correndo para tentar atravessar a segunda parte e acaba se trombando no meio do caminho e ninguém chega a lugar nenhum.
Agora falando sério: não rola deixar uns segundinhos a mais para os pedestres?
:o)
Tudo isso para dizer que NÃO DÁ TEMPO DE ATRAVESSAR! E olha que eu sou chóooovem e tenho pernocas aceleradas. Eu, correndo, ainda consigo. Outro dia fiquei a olhar uma velhinha. Tadinha. Mesmo em duas etapas, ela sofreu para atravessar. E na hora do rush então, quando tem uma galera atravessando? É muito engraçado porque todo mundo sai correndo para tentar atravessar a segunda parte e acaba se trombando no meio do caminho e ninguém chega a lugar nenhum.
Agora falando sério: não rola deixar uns segundinhos a mais para os pedestres?
:o)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Compra, vende, aluga
Não existe nada melhor para comprar ou alugar apê em SP que ser um andarilho profissional. Vamos falar a verdade, é muito difícil achar o cafofo dos sonhos num anúncio de jornal. É preciso dar voltas e voltas, caminhar pelo bairro, ver fachadas, portarias, vizinhança. Ouvir o barulho do lugar, conferir se tem estacionamento perto, se tem algo que te desagrade, como um motel, bordel, balada ou cemitério. Saber quais são as linhas de ônibus que passam por ali. Se tem metrô perto. Se tem hospital, padaria e supermercado num raio aceitável de distância. Se para ir comprar o pão é preciso pegar ladeira. E por aí vai.
Eu comecei essa empreitada agora. Por onde ando – e gosto – anoto os telefones das placas de vende-se e vou sondando (e surtando! O mercado imobiliário pirou de vez). É um trabalho árduo que toma tempo e exige paciência. Mas muito mais fácil para quem já está acostumado a gastar as chinelas por aí.
:o)
Eu comecei essa empreitada agora. Por onde ando – e gosto – anoto os telefones das placas de vende-se e vou sondando (e surtando! O mercado imobiliário pirou de vez). É um trabalho árduo que toma tempo e exige paciência. Mas muito mais fácil para quem já está acostumado a gastar as chinelas por aí.
:o)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Eu voltei!!!!
E mais andarilha que nunca! Agora minha vida é subir Bela Cintra todos os dias rumo ao meu escritório. Ficar com algumas bolhas no pé porque insisto em trabalhar de Melissinha. Carregar peso porque levo nas costas um mundo de coisas - inclusive minha mala de treino. E tomar chuva e sol na cachola, que há de ser a rotina de quem abre mão de carro nessa cidade feia, suja e malvada com os pedestres.
Prometo não ficar mais tanto tempo assim sem xingar os faróis de pedestres que não esperam a gente atravessar (aliás, o da Consolação com a Antonia de Queiroz é uma coooisa...), sem mandar à m...os motoristas mal educados e sem registrar o maravilhoso funcionamento do transporte público de SP.
:0)
Prometo não ficar mais tanto tempo assim sem xingar os faróis de pedestres que não esperam a gente atravessar (aliás, o da Consolação com a Antonia de Queiroz é uma coooisa...), sem mandar à m...os motoristas mal educados e sem registrar o maravilhoso funcionamento do transporte público de SP.
:0)
sábado, 20 de junho de 2009
Novos rumos
Fiquei sumida por um tempo. Quase abandonei esse blog. Mas é que tanta coisa aconteceu que nem cabe no espaço de um post. Os novos ventos me tiraram do meu bairro preferido, Moema, e me trouxeram para Higienópolis. E o fato é que eu estou adorando! Andar por entre Alagoas, Piauí, Maranhão é uma delícia. Na vida, diz o dito popular, sempre que perdemos algo, ganhamos outra coisa. No meu caso, perdi o Parque das Bicicletas e ganhei a Praça Buenos Aires. Perdi a Livraria Sobrado e ganhei o shopping Higienópolis. Perdi a avenida Ibirapuera e ganhei a Angélica. Perdi as ruas com nomes de índios e ganhei ruas com nomes de estados e capitais do Nordeste. Perdi o corredor de ônibus da Ibira e ganhei o da Consolação. Perdi as padocas Rema e Orquídea Chic e ganhei a Benjamim Abraão. Fiquei longe do meu dojo (onde treino aikido) mas fiquei perto da minha irmã. Perdi um apê gigante e confortável e ganhei um cantinho aconchegante. Perdi toda uma vida construída com carinho. E estou me preparando para ganhar muito mais...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
No meio do caminho não tinha um Banco do Brasil
Se tem uma coisa que me irrita em mim mesma é a falta de planejamento para coisas simples da vida. Exemplo: ficar com preguiça de tirar dinheiro antes de ir para algum lugar confiando que sempre haverá um banco por perto para sacar grana, anywhere, anytime. Afinal, vivemos em São Paulo, certo?
Pois nessa semana fiz uma dessas...fui para a Paulista naquele esquema ônibus+metrô. Ou seja, o meu Bilhete Único me bastava. Mas como ia voltar tarde, sabia que teria que voltar de táxi. Preguiça de tirar dinheiro antes do ônibus, preguiça de tirar dinheiro antes do metrô...cheguei ao local, comi, sorri, dei parabéns a minha amiga e fui embora.
Resolvi que pegaria metrô até o Santa Cruz e depois o táxi. Como no Santa Cruz tem Banco do Brasil, tava tudo certo. Mas ao chegar na estação Ana Rosa, deu preguiça de baldear e acreditei que saindo dali, obviamente haveria um Banco do Brasil.
Ahã...
Peguei uma rua pequena e escura, paralela à Vergueiro, e comecei a andar em busca de um banco. Passei por quatro Bradescos, dois Itaús, uma Nossa Caixa, uma Caixa Federal, dois Unibancos, Santader...cheguei até a estação Vila Mariana do metrô. Great. Passei por mais uma penca de bancos, mendigos, sacos de lixo, ruas sem iluminação...e nada de Banco do Brasil. E então, the little stupid walker chegou ao...Santa Cruz! E então eu vi, do outro lado da rua, a bandeirinha do meu banco! Nem precisava mais. Estava do lado do shopping...
Entrei lá, com calos no pé e muito medo por ter andado tanto tempo sozinha por ruas escuras, e saquei o maledeto dinheiro para pegar o táxi.
Cheguei em casa me sentindo muito despreparada para lidar com as coisas simples e práticas da vida. E por ter tomado todas as decisões erradas em uma só noite.
Ah, sim, e também pensei em mudar de banco...
:-(
Pois nessa semana fiz uma dessas...fui para a Paulista naquele esquema ônibus+metrô. Ou seja, o meu Bilhete Único me bastava. Mas como ia voltar tarde, sabia que teria que voltar de táxi. Preguiça de tirar dinheiro antes do ônibus, preguiça de tirar dinheiro antes do metrô...cheguei ao local, comi, sorri, dei parabéns a minha amiga e fui embora.
Resolvi que pegaria metrô até o Santa Cruz e depois o táxi. Como no Santa Cruz tem Banco do Brasil, tava tudo certo. Mas ao chegar na estação Ana Rosa, deu preguiça de baldear e acreditei que saindo dali, obviamente haveria um Banco do Brasil.
Ahã...
Peguei uma rua pequena e escura, paralela à Vergueiro, e comecei a andar em busca de um banco. Passei por quatro Bradescos, dois Itaús, uma Nossa Caixa, uma Caixa Federal, dois Unibancos, Santader...cheguei até a estação Vila Mariana do metrô. Great. Passei por mais uma penca de bancos, mendigos, sacos de lixo, ruas sem iluminação...e nada de Banco do Brasil. E então, the little stupid walker chegou ao...Santa Cruz! E então eu vi, do outro lado da rua, a bandeirinha do meu banco! Nem precisava mais. Estava do lado do shopping...
Entrei lá, com calos no pé e muito medo por ter andado tanto tempo sozinha por ruas escuras, e saquei o maledeto dinheiro para pegar o táxi.
Cheguei em casa me sentindo muito despreparada para lidar com as coisas simples e práticas da vida. E por ter tomado todas as decisões erradas em uma só noite.
Ah, sim, e também pensei em mudar de banco...
:-(
domingo, 3 de maio de 2009
Por que odeio dirigir
Estou mais motorista que pedestre ultimamente. Daí o sumiço nesse blog. Esse lance de voltar a dirigir me fez ver que....eu odeio mesmo dirigir. Se tivesse grana, contrataria um motorista. Dispensaria empregada, cozinheira e até faxineira. Mas ficaria com o motorista.
Eis algumas razões pelas quais eu não sou adepta do volante:
- Porque os carros ficam cada vez maiores e as pistas cada vez menores (sobretudo as da 23 de Maio);
- Porque não existe a palavra "gentileza" no código social dos motoristas;
- Porque todo mundo sempre está com pressa e quer chegar na frente;
- Porque os carros que estão estacionados começam a se movimentar do nada, sem dar seta e entram na sua frente em questão de segundos (e nunca é um Uno quando isso acontece, sempre uma BMW ou Mercedes);
- Porque homens são imprudentes e mulheres são impacientes;
- Porque buzina não é música para os meus ouvidos;
- Porque TODO MUNDO fala ao celular quando dirige;
- Porque cansa ficar parado dentro do carro num trânsito que não anda;
- Porque meu lado masculino me impede de parar para pedir informações quando estou perdida;
- Porque volta e meia fico perdida;
- Porque sempre que você pega um carro novo, alguém bate em você;
- Porque tenho muita preguiça de abastecer;
- Porque sempre caio no papo do frentista e deixo ele olhar o óleo e a água e depois tomo bronca do Peacock por causa disso;
- Porque acho que o carro é pior que televisão no quesito "isolar o ser humano do mundo";
- Porque viro eu também uma pateta e saio xingando todo mundo.
Deve ter muito mais razões. Mas acho que está bom por hoje.
:-)
Eis algumas razões pelas quais eu não sou adepta do volante:
- Porque os carros ficam cada vez maiores e as pistas cada vez menores (sobretudo as da 23 de Maio);
- Porque não existe a palavra "gentileza" no código social dos motoristas;
- Porque todo mundo sempre está com pressa e quer chegar na frente;
- Porque os carros que estão estacionados começam a se movimentar do nada, sem dar seta e entram na sua frente em questão de segundos (e nunca é um Uno quando isso acontece, sempre uma BMW ou Mercedes);
- Porque homens são imprudentes e mulheres são impacientes;
- Porque buzina não é música para os meus ouvidos;
- Porque TODO MUNDO fala ao celular quando dirige;
- Porque cansa ficar parado dentro do carro num trânsito que não anda;
- Porque meu lado masculino me impede de parar para pedir informações quando estou perdida;
- Porque volta e meia fico perdida;
- Porque sempre que você pega um carro novo, alguém bate em você;
- Porque tenho muita preguiça de abastecer;
- Porque sempre caio no papo do frentista e deixo ele olhar o óleo e a água e depois tomo bronca do Peacock por causa disso;
- Porque acho que o carro é pior que televisão no quesito "isolar o ser humano do mundo";
- Porque viro eu também uma pateta e saio xingando todo mundo.
Deve ter muito mais razões. Mas acho que está bom por hoje.
:-)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A São Paulo bacana
Eu, nesse blog verdinho, só faço falar mal de São Paulo. Ou melhor, das calçadas, do trânsito, das (não) faixas de pedestre e dos motoristas boçais.
Mas São Paulo também sabe ser bonita, bacana e gostosa de se viver. Tudo é uma questão de "para onde olhar".
Por isso, lhes apresento um blog super legal que só fala de coisas bacanas da cidade. Escrito por uma advogada e uma jornalista, ele é cheio de dicas gastronômicas, culturais e afins.
Vá lá: Descobrindo a cidade - Nossa São Paulo.
:-)
Mas São Paulo também sabe ser bonita, bacana e gostosa de se viver. Tudo é uma questão de "para onde olhar".
Por isso, lhes apresento um blog super legal que só fala de coisas bacanas da cidade. Escrito por uma advogada e uma jornalista, ele é cheio de dicas gastronômicas, culturais e afins.
Vá lá: Descobrindo a cidade - Nossa São Paulo.
:-)
terça-feira, 14 de abril de 2009
Correndo por São Paulo durante 48 horas
Coisa de maluco? Sem dúvida! Mas a ideia é boa, garanto. Acompanhe:
Um amigo do aikido, Alexei, botou na cabeça que agora vai se dedicar a ultramaratonas. Correu uma no começo do ano e agora está treinando para outras. Como ele tem diabetes e corre pela causa, decidiu fazer um mix de coisas e inventou esse desafio: correr por São Paulo durante um final de semana inteiro, parando para beber água, esticar as pernas e bater um dedo de prosa na casa dos amigos. A ideia é que mais gente vá se juntando a ele ao longo do percurso e corra pequenos (ou longos, para quem aguentar) trechos com ele.
O desafio tem data marcada: 14 e 15 de Novembro. Isso porque é no dia 14 de Novembro que se comemora o Dia Mundial do Diabetes. O nome ainda está indefinido. Pode ser desde "O desafio dos amigos" ou "Receba Alexei em sua Casa".
"O foco deste desafio não é ultrapassar barreiras. Pelo contrário: a ideia é promover a boa qualidade de vida associada à prática regular e não extenuante de atividade física. Assim é muito possível me acompanhar, ora conversando ora se divertindo com histórias ou simplesmente correndo ou andando comigo", avisa Alexei.
Se você gostou da ideia, ajude a divulgar no seu blog e no seu círculo de amigos.
E se quiser saber mais, escreva para ele: aacaio@terra.com.br
Abaixo, o dono do projeto em ação.
Um amigo do aikido, Alexei, botou na cabeça que agora vai se dedicar a ultramaratonas. Correu uma no começo do ano e agora está treinando para outras. Como ele tem diabetes e corre pela causa, decidiu fazer um mix de coisas e inventou esse desafio: correr por São Paulo durante um final de semana inteiro, parando para beber água, esticar as pernas e bater um dedo de prosa na casa dos amigos. A ideia é que mais gente vá se juntando a ele ao longo do percurso e corra pequenos (ou longos, para quem aguentar) trechos com ele.
O desafio tem data marcada: 14 e 15 de Novembro. Isso porque é no dia 14 de Novembro que se comemora o Dia Mundial do Diabetes. O nome ainda está indefinido. Pode ser desde "O desafio dos amigos" ou "Receba Alexei em sua Casa".
"O foco deste desafio não é ultrapassar barreiras. Pelo contrário: a ideia é promover a boa qualidade de vida associada à prática regular e não extenuante de atividade física. Assim é muito possível me acompanhar, ora conversando ora se divertindo com histórias ou simplesmente correndo ou andando comigo", avisa Alexei.
Se você gostou da ideia, ajude a divulgar no seu blog e no seu círculo de amigos.
E se quiser saber mais, escreva para ele: aacaio@terra.com.br
Abaixo, o dono do projeto em ação.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Dez anos de carreira
Faz só um ano que eu ando a pé. Ou menos. Mas já faz um tempão que eu escrevo baboseiras. Fiz no meu outro blog, o 3x30, um texto falando sobre meus dez anos de carreira como escrivinhadora - ops, jornalista. Dá uma espiada lá ;-)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Metrô em Moema!!
Saiu, neste fim de semana, a relação das próximas estações que devem compor a linha Lilás do metrô. Pelo que deu no jornal, o metrô vai passar aqui na minha rua! IUHUUUU!!!
Vou tirar umas férias de uns dez anos e, assim que ele estiver pronto, eu volto, haha.
Mas nem tudo são flores. Os moradores que terão seus imóveis desapropriados devem estar meio putos. Afinal, a prefeitura sempre paga um preço bem abaixo do mercado. Inclusive, a Associação de Moradores e Amigos de Moema comunicou que não havia sido informada da decisão.
A linha lilás já existe. É aquela lá que liga Capão Redondo e o Largo 13 de Maio. O novo trecho vai ligar o Largo até o metrô Santa Cruz e ao metrô Klabin. Acesso à linha azul e à linha verde. Sucesso!!
:-)
Vou tirar umas férias de uns dez anos e, assim que ele estiver pronto, eu volto, haha.
Mas nem tudo são flores. Os moradores que terão seus imóveis desapropriados devem estar meio putos. Afinal, a prefeitura sempre paga um preço bem abaixo do mercado. Inclusive, a Associação de Moradores e Amigos de Moema comunicou que não havia sido informada da decisão.
A linha lilás já existe. É aquela lá que liga Capão Redondo e o Largo 13 de Maio. O novo trecho vai ligar o Largo até o metrô Santa Cruz e ao metrô Klabin. Acesso à linha azul e à linha verde. Sucesso!!
:-)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Super estreia!

Amanhã, sábado (04), minha divina amiga-irmã Geovana Pagel estreia no teatro! A peça é Medéia e o teatro é o Commune, na Consolação. Ok, ok, ela é apenas uma das 18 pessoas que fazem parte do Grupo Ethos Teatral. Mas se só ela já vale a pena, imagine o grupo todo?
Segue abaixo o endereço do teatro - ah, sim! Dá para ir de metrô, parar na estação Consolação e descer a pé ou pegar um ônibus até lá embaixo ;-)
Rua da Consolação, 1.218, entre o Mackenzie e o Tribunal do Trabalho (sentido Centro-Paulista).
Conversa de restaurante
Um rapaz conta para os colegas sobre o trabalho que está fazendo para o mestrado:
- Eu estou fazendo uma tese sobre aquele sistema de bicicletas no metrô, que funciona super bem em Paris e que até já tem em São Paulo.
No que a colega interrompe:
- Ah, tudo muito lindo, muito bonito, mas vamos combinar: isso em Paris é uma coisa. Em São Paulo, é delírio achar que um dia vai dar certo!
Tão triste quando a gente deixa de sonhar.
- Eu estou fazendo uma tese sobre aquele sistema de bicicletas no metrô, que funciona super bem em Paris e que até já tem em São Paulo.
No que a colega interrompe:
- Ah, tudo muito lindo, muito bonito, mas vamos combinar: isso em Paris é uma coisa. Em São Paulo, é delírio achar que um dia vai dar certo!
Tão triste quando a gente deixa de sonhar.
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