sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Flashback!

Ontem revivi minha adolescência. Peguei o 7598, Anhangabaú-Parque Continental, e fui lembrando do trajeto diário que eu fazia para a escola nos idos dos 90: Corifeu, Vital Brasil, Rebouças. Descia no Eldorado e andava a pé até o colégio. Super caminhada. Depois, na volta, mesmo batidão de perna. Eu, minha irmã e toda a galerinha que também morava no Parque Continental e estudava lá no Equipe, em Pinheiros. Dependendo do dia, parecia até ônibus escolar. Às vezes íamos encontrando outros colegas pelo caminho, que viviam nos bairros ao longo da Corifeu.

De lá para cá muita coisa mudou. A Corifeu e a Vital continuam feias que até doi. A Rebouças ficou ainda mais infernal. Mas hoje existe esse tal corredor e pontos de ônibus no meio da avenida. Os ônibus melhoraram um pouquinho, mas continuam com problemas técnicos - e mais cheios que nunca.

De qualquer forma, foi muito divertido recordar aqueles tempos. Outro dia minha amiga Manu, que conheci no Equipe em 1990 (eeeeeita!), me contou que hoje em dia é muito raro os alunos irem de ônibus para a escola - ela e o marido são professores do Ensino Fundamental. Que vão todos de carro. Que os pais dessa geração atual de estudantes da rede privada são meio neurados e morrem de medo de transporte público. Achei isso bem estranho. Para mim, pegar o 7598 aos 13, 14 anos de idade simbolizava a liberdade. Talvez por isso que até hoje eu não tenha o menor medo de bater tanta perna por aí.

:o)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A tentação do IPI reduzido

Preciso confessar: a mão anda coçando com os últimos dias de IPI reduzido para compra de autos...tanto tenho pensado nisso que até ignorei o Dia Mundial Sem Carro por aqui (mesmo porque, era também o primeiro dia da primavera e o Dia do Amante, hahaha).

Entrei em crise com esse lance de querer ter carro. Seria eu uma traidora da minha própria causa? Ou justamente o contrário: posso ter um carro e mostrar como usá-lo com moderação?

Tenho só até o final de setembro para pensar sobre isso e decidir: colocar mais um carro em circulação em SP ou não?

Ó, céus...

Enquanto não decido, sigo andando. Hoje foi dia de bater perna na feira. Adoro!

:o)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia de heroina!

Quando cheguei ali na esquina da Bela Cintra com a Fernando de Albuquerque, um motoqueiro tomou um chão e rodou no asfalto. Tinha gasolina no solo e ele escorregou bonito. A moto foi parar em cima da perna dele. Não pensei duas vezes e saí correndo para tentar tirar a moto de cima dele. Quando olhei, tinha mais duas, três, quatro pessoas ajudando ou tentando ajudar. Tiramos a moto - que peso! - e ele puxou a perna dizendo que tava tudo bem. Se esticou um pouco. Perguntamos se queria ajuda, resgate, carona até o hospital. Se queria que ligasse para alguém. Ele sorriu um sorriso metálico e, super agradecido, disse a todos que não precisava. Saiu mancando e disse que levaria a moto a pé até o trabalho dele, no quarteirão seguinte. Insistimos mais um pouco e ele garantiu que tava tudo bem.

Que bom!

E eu comecei o dia me sentindo meio heroína.

:o)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eu odeio faixas de pedestre não lineares...

Odiar é verbo forte demais. Desses que eu evito conjugar na minha vida. Mas em se tratando da vida de pedestre em São Paulo, eu odeio muitas coisas. E uma delas é a faixa de pedestre não linear. Sabe essas que começam numa direção e te obrigam a fazer um “S” e continuar atravessando mais para cima (ou para baixo, dependendo de onde se começa a atravessar)? Não sei se me fiz entender. Na dúvida, um exemplo: a que eu atravesso todos os dias na Consolação com a Antonia de Queiroz.

Tudo isso para dizer que NÃO DÁ TEMPO DE ATRAVESSAR! E olha que eu sou chóooovem e tenho pernocas aceleradas. Eu, correndo, ainda consigo. Outro dia fiquei a olhar uma velhinha. Tadinha. Mesmo em duas etapas, ela sofreu para atravessar. E na hora do rush então, quando tem uma galera atravessando? É muito engraçado porque todo mundo sai correndo para tentar atravessar a segunda parte e acaba se trombando no meio do caminho e ninguém chega a lugar nenhum.

Agora falando sério: não rola deixar uns segundinhos a mais para os pedestres?

:o)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Compra, vende, aluga

Não existe nada melhor para comprar ou alugar apê em SP que ser um andarilho profissional. Vamos falar a verdade, é muito difícil achar o cafofo dos sonhos num anúncio de jornal. É preciso dar voltas e voltas, caminhar pelo bairro, ver fachadas, portarias, vizinhança. Ouvir o barulho do lugar, conferir se tem estacionamento perto, se tem algo que te desagrade, como um motel, bordel, balada ou cemitério. Saber quais são as linhas de ônibus que passam por ali. Se tem metrô perto. Se tem hospital, padaria e supermercado num raio aceitável de distância. Se para ir comprar o pão é preciso pegar ladeira. E por aí vai.

Eu comecei essa empreitada agora. Por onde ando – e gosto – anoto os telefones das placas de vende-se e vou sondando (e surtando! O mercado imobiliário pirou de vez). É um trabalho árduo que toma tempo e exige paciência. Mas muito mais fácil para quem já está acostumado a gastar as chinelas por aí.

:o)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Eu voltei!!!!

E mais andarilha que nunca! Agora minha vida é subir Bela Cintra todos os dias rumo ao meu escritório. Ficar com algumas bolhas no pé porque insisto em trabalhar de Melissinha. Carregar peso porque levo nas costas um mundo de coisas - inclusive minha mala de treino. E tomar chuva e sol na cachola, que há de ser a rotina de quem abre mão de carro nessa cidade feia, suja e malvada com os pedestres.

Prometo não ficar mais tanto tempo assim sem xingar os faróis de pedestres que não esperam a gente atravessar (aliás, o da Consolação com a Antonia de Queiroz é uma coooisa...), sem mandar à m...os motoristas mal educados e sem registrar o maravilhoso funcionamento do transporte público de SP.

:0)

sábado, 20 de junho de 2009

Novos rumos

Fiquei sumida por um tempo. Quase abandonei esse blog. Mas é que tanta coisa aconteceu que nem cabe no espaço de um post. Os novos ventos me tiraram do meu bairro preferido, Moema, e me trouxeram para Higienópolis. E o fato é que eu estou adorando! Andar por entre Alagoas, Piauí, Maranhão é uma delícia. Na vida, diz o dito popular, sempre que perdemos algo, ganhamos outra coisa. No meu caso, perdi o Parque das Bicicletas e ganhei a Praça Buenos Aires. Perdi a Livraria Sobrado e ganhei o shopping Higienópolis. Perdi a avenida Ibirapuera e ganhei a Angélica. Perdi as ruas com nomes de índios e ganhei ruas com nomes de estados e capitais do Nordeste. Perdi o corredor de ônibus da Ibira e ganhei o da Consolação. Perdi as padocas Rema e Orquídea Chic e ganhei a Benjamim Abraão. Fiquei longe do meu dojo (onde treino aikido) mas fiquei perto da minha irmã. Perdi um apê gigante e confortável e ganhei um cantinho aconchegante. Perdi toda uma vida construída com carinho. E estou me preparando para ganhar muito mais...