terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia de heroina!

Quando cheguei ali na esquina da Bela Cintra com a Fernando de Albuquerque, um motoqueiro tomou um chão e rodou no asfalto. Tinha gasolina no solo e ele escorregou bonito. A moto foi parar em cima da perna dele. Não pensei duas vezes e saí correndo para tentar tirar a moto de cima dele. Quando olhei, tinha mais duas, três, quatro pessoas ajudando ou tentando ajudar. Tiramos a moto - que peso! - e ele puxou a perna dizendo que tava tudo bem. Se esticou um pouco. Perguntamos se queria ajuda, resgate, carona até o hospital. Se queria que ligasse para alguém. Ele sorriu um sorriso metálico e, super agradecido, disse a todos que não precisava. Saiu mancando e disse que levaria a moto a pé até o trabalho dele, no quarteirão seguinte. Insistimos mais um pouco e ele garantiu que tava tudo bem.

Que bom!

E eu comecei o dia me sentindo meio heroína.

:o)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eu odeio faixas de pedestre não lineares...

Odiar é verbo forte demais. Desses que eu evito conjugar na minha vida. Mas em se tratando da vida de pedestre em São Paulo, eu odeio muitas coisas. E uma delas é a faixa de pedestre não linear. Sabe essas que começam numa direção e te obrigam a fazer um “S” e continuar atravessando mais para cima (ou para baixo, dependendo de onde se começa a atravessar)? Não sei se me fiz entender. Na dúvida, um exemplo: a que eu atravesso todos os dias na Consolação com a Antonia de Queiroz.

Tudo isso para dizer que NÃO DÁ TEMPO DE ATRAVESSAR! E olha que eu sou chóooovem e tenho pernocas aceleradas. Eu, correndo, ainda consigo. Outro dia fiquei a olhar uma velhinha. Tadinha. Mesmo em duas etapas, ela sofreu para atravessar. E na hora do rush então, quando tem uma galera atravessando? É muito engraçado porque todo mundo sai correndo para tentar atravessar a segunda parte e acaba se trombando no meio do caminho e ninguém chega a lugar nenhum.

Agora falando sério: não rola deixar uns segundinhos a mais para os pedestres?

:o)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Compra, vende, aluga

Não existe nada melhor para comprar ou alugar apê em SP que ser um andarilho profissional. Vamos falar a verdade, é muito difícil achar o cafofo dos sonhos num anúncio de jornal. É preciso dar voltas e voltas, caminhar pelo bairro, ver fachadas, portarias, vizinhança. Ouvir o barulho do lugar, conferir se tem estacionamento perto, se tem algo que te desagrade, como um motel, bordel, balada ou cemitério. Saber quais são as linhas de ônibus que passam por ali. Se tem metrô perto. Se tem hospital, padaria e supermercado num raio aceitável de distância. Se para ir comprar o pão é preciso pegar ladeira. E por aí vai.

Eu comecei essa empreitada agora. Por onde ando – e gosto – anoto os telefones das placas de vende-se e vou sondando (e surtando! O mercado imobiliário pirou de vez). É um trabalho árduo que toma tempo e exige paciência. Mas muito mais fácil para quem já está acostumado a gastar as chinelas por aí.

:o)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Eu voltei!!!!

E mais andarilha que nunca! Agora minha vida é subir Bela Cintra todos os dias rumo ao meu escritório. Ficar com algumas bolhas no pé porque insisto em trabalhar de Melissinha. Carregar peso porque levo nas costas um mundo de coisas - inclusive minha mala de treino. E tomar chuva e sol na cachola, que há de ser a rotina de quem abre mão de carro nessa cidade feia, suja e malvada com os pedestres.

Prometo não ficar mais tanto tempo assim sem xingar os faróis de pedestres que não esperam a gente atravessar (aliás, o da Consolação com a Antonia de Queiroz é uma coooisa...), sem mandar à m...os motoristas mal educados e sem registrar o maravilhoso funcionamento do transporte público de SP.

:0)

sábado, 20 de junho de 2009

Novos rumos

Fiquei sumida por um tempo. Quase abandonei esse blog. Mas é que tanta coisa aconteceu que nem cabe no espaço de um post. Os novos ventos me tiraram do meu bairro preferido, Moema, e me trouxeram para Higienópolis. E o fato é que eu estou adorando! Andar por entre Alagoas, Piauí, Maranhão é uma delícia. Na vida, diz o dito popular, sempre que perdemos algo, ganhamos outra coisa. No meu caso, perdi o Parque das Bicicletas e ganhei a Praça Buenos Aires. Perdi a Livraria Sobrado e ganhei o shopping Higienópolis. Perdi a avenida Ibirapuera e ganhei a Angélica. Perdi as ruas com nomes de índios e ganhei ruas com nomes de estados e capitais do Nordeste. Perdi o corredor de ônibus da Ibira e ganhei o da Consolação. Perdi as padocas Rema e Orquídea Chic e ganhei a Benjamim Abraão. Fiquei longe do meu dojo (onde treino aikido) mas fiquei perto da minha irmã. Perdi um apê gigante e confortável e ganhei um cantinho aconchegante. Perdi toda uma vida construída com carinho. E estou me preparando para ganhar muito mais...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

No meio do caminho não tinha um Banco do Brasil

Se tem uma coisa que me irrita em mim mesma é a falta de planejamento para coisas simples da vida. Exemplo: ficar com preguiça de tirar dinheiro antes de ir para algum lugar confiando que sempre haverá um banco por perto para sacar grana, anywhere, anytime. Afinal, vivemos em São Paulo, certo?

Pois nessa semana fiz uma dessas...fui para a Paulista naquele esquema ônibus+metrô. Ou seja, o meu Bilhete Único me bastava. Mas como ia voltar tarde, sabia que teria que voltar de táxi. Preguiça de tirar dinheiro antes do ônibus, preguiça de tirar dinheiro antes do metrô...cheguei ao local, comi, sorri, dei parabéns a minha amiga e fui embora.

Resolvi que pegaria metrô até o Santa Cruz e depois o táxi. Como no Santa Cruz tem Banco do Brasil, tava tudo certo. Mas ao chegar na estação Ana Rosa, deu preguiça de baldear e acreditei que saindo dali, obviamente haveria um Banco do Brasil.

Ahã...

Peguei uma rua pequena e escura, paralela à Vergueiro, e comecei a andar em busca de um banco. Passei por quatro Bradescos, dois Itaús, uma Nossa Caixa, uma Caixa Federal, dois Unibancos, Santader...cheguei até a estação Vila Mariana do metrô. Great. Passei por mais uma penca de bancos, mendigos, sacos de lixo, ruas sem iluminação...e nada de Banco do Brasil. E então, the little stupid walker chegou ao...Santa Cruz! E então eu vi, do outro lado da rua, a bandeirinha do meu banco! Nem precisava mais. Estava do lado do shopping...

Entrei lá, com calos no pé e muito medo por ter andado tanto tempo sozinha por ruas escuras, e saquei o maledeto dinheiro para pegar o táxi.

Cheguei em casa me sentindo muito despreparada para lidar com as coisas simples e práticas da vida. E por ter tomado todas as decisões erradas em uma só noite.

Ah, sim, e também pensei em mudar de banco...

:-(

domingo, 3 de maio de 2009

Por que odeio dirigir

Estou mais motorista que pedestre ultimamente. Daí o sumiço nesse blog. Esse lance de voltar a dirigir me fez ver que....eu odeio mesmo dirigir. Se tivesse grana, contrataria um motorista. Dispensaria empregada, cozinheira e até faxineira. Mas ficaria com o motorista.

Eis algumas razões pelas quais eu não sou adepta do volante:

- Porque os carros ficam cada vez maiores e as pistas cada vez menores (sobretudo as da 23 de Maio);

- Porque não existe a palavra "gentileza" no código social dos motoristas;

- Porque todo mundo sempre está com pressa e quer chegar na frente;

- Porque os carros que estão estacionados começam a se movimentar do nada, sem dar seta e entram na sua frente em questão de segundos (e nunca é um Uno quando isso acontece, sempre uma BMW ou Mercedes);

- Porque homens são imprudentes e mulheres são impacientes;

- Porque buzina não é música para os meus ouvidos;

- Porque TODO MUNDO fala ao celular quando dirige;

- Porque cansa ficar parado dentro do carro num trânsito que não anda;

- Porque meu lado masculino me impede de parar para pedir informações quando estou perdida;

- Porque volta e meia fico perdida;

- Porque sempre que você pega um carro novo, alguém bate em você;

- Porque tenho muita preguiça de abastecer;

- Porque sempre caio no papo do frentista e deixo ele olhar o óleo e a água e depois tomo bronca do Peacock por causa disso;

- Porque acho que o carro é pior que televisão no quesito "isolar o ser humano do mundo";

- Porque viro eu também uma pateta e saio xingando todo mundo.


Deve ter muito mais razões. Mas acho que está bom por hoje.

:-)